Coisas que ninguém quer saber sobre você - Parte 1

Ideia da Nicole às 08:14 PM em November 7, 2009.

Minha família. Se tem uma coisa na minha vida que me deixa confusa e para explicar a vida alheia como é, é a minha família. A história começa antes da minha existência. Quando Rodolfo conheceu Eliane. Rodolfo já tinha três filhas, Susan, Priscilla e Aline. Eliane, apenas um, Jeimeson. Papo vai, papo vem, depois de nove meses você viu o resultado e quem era? Eu. Nicole Cristine com França de Sena. Não me pergunte o porque do Cristine.
Eliane e Rodolfo se separam, ninguém sabe, ninguém me explica o verdadeiro motivo, uns dizem que Rodolfo (prezarei pela sua memória), outros dizem que Eliane (prezarei pelo pouco de respeito que ainda me resta).
Eliane reencontra um grande amor, tem um caso e depois de outros nove meses, outro resultado. 28 de agosto de 1995.
Cinco anos e dois meses exatos da data do meu nascimento, Rodolfo morre. 9 de outubro de 1995.
No fim das contas, tenho 5 irmãos. Três que são filhas do Rodolfo, mas não são filhas da Eliane. Dois irmãos que são filhos da Eliane, mas não do Rodolfo. 
A história confusa não acaba por aí. Tenho dois sobrinhos, Isabela e Victor, filhos de Susan, mas não netos da minha mãe. E agora Jeimeson, filho de Eliane, meu irmão e Priscilla, filho de Rodolfo, minha irmã também, resolveram se casar, 12 de dezembro de 2009, e se eles tiverem um filho, mesmo sendo filha apenas de Rodolfo, será meu sobrinho e ele será neto de Eliane.
Não entendeu?
E eu? 

Clique aqui

Resumo

Ideia da Nicole às 02:39 PM em October 19, 2009.

Depois que aprendemos a viver um pouco longe dessas coisas modernas, nos acostumamos, sentimos falta das pessoas, sim, até porque, as pessoas que estão interessadas na sua vida e em seu bem, te procuram, mesmo que não tenham respostas.
Nesse tempo de férias, o mundo girou e a vida andou. Quase enlouqueci, fui efetivada como Analista, comecei a ganhar mais do que eu ganhava como estagiária e surtei. Ninguém me perguntou se eu queria, e eu também nem movi uma palavra para dizer que eu não queria. Covardia, talvez. Pedi as contas, e cá estou eu na faculdade, no meu horário livre, trabalho em uma escola, não sei bem ao certo o que eu faço, e se faço, mas faço, ajudo os outros, até definirem exatamente o que eu tenho para fazer, mas vou te dizer, estou bem feliz, acordo uma hora antes numa boa, e nem sinto falta dos tantos reais de vale-refeição, é muito melhor uma comida caseira. É muito melhor acordar bem e ser feliz. Não sei mais escrever, faz quanto tempo também?
Agora eu vou ali, escrever, também.

Clique aqui

Matamos um gato

Ideia da Nicole às 08:10 PM em August 13, 2009.

Ou ele se matou, mas o fato é que a consciência pesa um pouco. Como matamos? É uma boa pergunta, sem querer deixamos-o trancado por 23 dias e 22 noites dentro de uma casa vazia, sem água, sem luz, sem comida. Pobre, não teve culpa de nascer nem de morrer. Eu jurava que havíamos colocado todos para fora, jurava. E como é que o sensor de movimentos não detectou aquela bola de pelos tão fofa. E por qual motivo o alarme não disparou? E por qual motivo minha mãe demorou tantos dias para voltar a casa? E como ninguém ouviu os miados (provavelmente) exaustivos de socorro? Será que fomos nós mesmos quem causamos sua morte?
O fato é que podem me prender por abandono de menor e homicídio doloso. Não ligo. 

1 Clique aqui

Algumas letras erradas e pronto

Ideia da Nicole às 05:27 PM em July 29, 2009.

Primeira aula com o novo professor da nova matéria. Algumas discussões, algumas perguntas e a boca mais rápida que o cérebro.
Professor pergunta:
- Digam algum exemplo de indicadores na gestão de pessoas dentro de uma empresa.
Aluna* séria responde:
- Abstinência!
Risada geral. Professor fica vermelho, quase chora de rir e mal consegue voltar a aula. Quando ela percebeu, era tarde demais para corrigir.
Absenteísmo. Quase a mesma coisa, totalmente oposta. Paradoxo.
Ao menos eles riram.

*Qualquer semelhança é mera coincidência.

1 Clique aqui

Muda, que quando a gente muda...

Ideia da Nicole às 11:42 PM em June 25, 2009.

"Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente. A gente muda o mundo na mudança da mente. E quando a mente muda a gente anda pra frente. E quando a gente manda ninguém manda na gente. Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura. Na mudança de postura a gente fica mais seguro. Na mudança do presente a gente molda o futuro."

E quando a única desculpa para mudar somos nós mesmos? Falei que ia mudar, escrevi até aqui que estava mudando, só não sabia que era pior. É incrível o poder que nós temos sobre nós mesmos, me enfio e me retiro da fossa quando e como quero. Dois opostos em um mesmo tempo, de repente. Transtorno de bipolaridade? Não, isso é doença, não loucura. Loucuras tem nomes, sobrenomes, endereços e até telefones. Talvez seja o seu próprio, e você nem saiba disso.
Liguei para a minha loucura exposta há algumas semanas e percebi que quero mudar. Falava que queria, mas nada fazia, queria mudar e ao mesmo tempo com um toque do que eu era há pouco mais de cinco meses. Segurança, memória, otimismo. Só. Ou tudo isso, depende. Se crescer já é difícil, crescer sozinho, é ainda mais. Bem, se você anda de mal com a sua família, insegura nas relações, afastando as pessoas que mais gosta e tem apreço, desanimada com estágio... não, não pode ser uma conspiração.
"Não espere que o mundo a sua volta mude por sua causa, mude que ele mudará com você". E foi que eu fiz. Quase causei a Revolução do Terceiro Milênio. Depois de uma atitude, uma simples atitude, tão fácil quanto oferecer biscoitos e leite com achocolatado gelado (e acredite ou não, foi a minha atitude), muitas coisas mudaram. Dessa vez para melhor.
Talvez seja melhor abaixar um pouco a orelha e ouvir os outros burros falarem. Filtrar e buscar o que é bom, para você e para mim. Teimosia tem limites, a minha também. 
Ideias, elas surgiram antes de eu dormir e resolveram meu dia.

1 Clique aqui

« Newer | »

Sobre (falta) de Ideia

Um blog sem o intuito de transmitir conhecimento científico ou empírico. Cheio de ideias baseadas em qualquer coisa, ou em nada.

Sobre a Ideista

Nicole Cristine, França de Mãe, Sena de Pai. 19 anos, universitária e revoltada. Filha, irmã, sobrinha, tia, prima, amiga, colega, namorada e leonina. Terrível, teimosa, complacente e curiosa. Cheia de ideias - sem acento, boas e outras, bem, nem tanto.

Por aqui e ali

Ideia
Remoto
Imagens
Outrem